Desemprego está diretamente ligado ao desequilíbrio social

Notadamente, o desemprego é um dos maiores fatores – senão o principal – de desequilíbrio social, gerando, principalmente, violência, algo com o qual infelizmente convivemos na cidade de São Paulo. É um fator que resulta da diferença entre a oferta e a procura por trabalhadores no mercado e, normalmente, o baixo crescimento econômico é apontado como principal fator para os altos níveis de desemprego. Porém, surpreendentemente, apesar do fato de a economia ter crescido 1% em 2012, a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo foi de 10,9% em 2012, com alta de 0,4 ponto porcentual sobre os 10,5% de 2011, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada na semana passada pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em 2013 o cenário não se alterou, pois houve aumento no número de desempregados no início do ano, pois a população desocupada subiu 23,3%, o equivalente a 126 mil pessoas a mais procurando emprego. Na comparação com janeiro de 2012, a alta também foi expressiva, de 22,3%, ou mais 122 mil pessoas em busca de uma vaga, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma das causas, que é sazonal, é a de que São Paulo tenha dispensado os trabalhadores temporários, aqueles que normalmente são chamados para trabalhar apenas na época de fim de ano. Porém, os números nada positivos significam que a região não teve fôlego para absorver o maior contingente de pessoas à procura de emprego, já que por mais que a ocupação estivesse aumentando, ela não deu conta de absorver o aumento da demanda. Até mesmo os economistas estão sem entender direito este fenômeno e alguns buscam explicação para o problema no desemprego causado pelas novas tecnologias – como a robótica e a informática – recebe o nome de desemprego tecnológico. Ele não é resultado de uma crise econômica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção. Tanto os países ricos quanto os pobres são afetados pelo desemprego estrutural, que é um dos mais graves problemas de nossos dias. Porém, o desemprego é uma realidade e as autoridade devem ficar atentas ao fato, pois o ser humano que trabalha, que ganha o dinheiro necessário para sua subsistência, tem, acima de tudo, dignidade.