Teoria e prática

Paradoxo que permeia o processo evolutivo do homem é a relação dialética entre a teoria e a prática.

Desde sempre, o homem buscou o conhecimento como forma de desenvolver-se, mesmo porque no universo nada é estático, ou seja, tudo está em constante evolução.

Acontece que, sendo o homem um ser gregário, a busca pelo conhecimento não pode ser vista apenas como uma ação solitária, mas solidária e colaborativa, à semelhança de um solo numa orquestra.

Porque inseridos na sociedade, todos os homens estão no e com o mundo.

Assim, a busca pelo conhecimento não pode se desvincular da consciência crítica e moral de problemas que transcendam a individualidade.

Isso porque o pressuposto do binômio individualidade/comunidade é a construção social do conhecimento.

Num processo de reflexão crítica é lícito afirmar que todos os homens concorrem para o progresso do planeta, sobretudo, quando teoria e prática se unem na realidade do cotidiano.

Daí a necessidade de que, por meio da reforma íntima, quando nos colocamos frente a frente com a expressão socrática “conhece-te a si mesmo”, inicie-se um processo de autoconhecimento para que, aprimorando-se intelectual e moralmente, o indivíduo, por meio de atos e atitudes, transforme o seu eu e o seu entorno.
O aperfeiçoamento individual e coletivo da humanidade trará uma atmosfera mais espiritualizada ao planeta que cada vez estará mais envolvido num processo de evolução.

O verbalismo do “faça o que eu mando mas não faça o que eu faço” deixará de existir e prevalecerá a ação transformadora do bem, porque a relação entre a teoria e a prática propiciará o ambiente necessário para que o amor fraternal, que emana de Deus, seja praticado por todos em prol da construção de uma sociedade mais justa e perfeita.

Gov. do Distrito 4430 de Rotary International, ano rotário 2006/2007