Carinhos ou espinhos

Li uma lenda de Claude Steiner, que gostei muito, assim repasso a vocês para refletirem:

Era uma vez, uma cidade como todas as outras e ao mesmo tempo diferente porque naquela cidade todo mundo era feliz e com saúde.

Certa vez, uma bruxa resolveu se instalar na cidade e como toda bruxa má que se preza ela vendia poções, mas ninguém queria comprar suas poções, então ela contratou uma empresa de marketing, para ajudá-la a vender. Após pesquisas lhe trouxeram o resultado. Naquela cidade todo mundo ao nascer vinha com um saquinho mágico, em que nele havia uma substância realmente mágica que quando era ofertada a alguém, essa substância crescia envolvendo tanto quem deu como quem recebia proporcionando uma autêntica sensação de paz e de felicidade.

O nome da substância mágica era “Carinhos Quentes”; e todo mundo doava e naturalmente, recebia os carinhos quentes e assim todos eram felizes e saudáveis, não precisavam dos produtos da bruxa. Então ela convenceu um casal e disse a ele que se continuasse a doar os carinhos, poderia acabar e o convenceu disso. Assim o casal resolveu não mais doar os carinhos quentes.

Aos poucos todos na cidade começaram a fazer o mesmo, desde as crianças até os idosos, se tornando egoístas, guardando para si os carinhos quentes. Aos poucos os habitantes passaram a sentir um vazio e tristeza, e começaram a comprar os produtos da bruxa, deixando-a rica. No entanto as pessoas começaram a adoecer e morrer. Preocupada com as mortes, e a queda das vendas, a bruxa então lançou novo produto; os espinhos frios, que serviam para ferir as pessoas, que não morriam mais, mas continuavam tristes e doentes pela troca dos espinhos frios. A bruxa consultou sua equipe e resolveram colocar os espinhos frios em um saquinho, parecido com os carinhos quentes, com o nome de carinhos de plástico. As pessoas compravam, mas continuavam tristes e doentes.

Um belo dia voltou à cidade um casal que estava estudando fora e continuou a doar os carinhos quentes que tinha, e a bruxa não conseguiu convencê-los do contrario. No inicio foi críticado por doar seus carinhos quentes, mas não desistiram, enfrentando as resistências e críticas, sem dar ouvidos à bruxa e aos demais habitantes alienados. O casal estava feliz e assim as pessoas aos poucos voltaram a doar seus carinhos quentes, aumentando-os e a bruxa continuava a tentar convencê-los do contrario, sem sucesso.

Moral da lenda:

A vida é como uma roseira, com espinhos, flores e aromas. Você é quem escolhe como cuidar dessa roseira dentro de cada um de nós. Estar com saúde ou doente, depende de você.

Dar carinho aumenta sua generosidade e por consequência sua prosperidade e amor próprio. O egoísmo destrói a si e aos outros pois afasta as pessoas.

Você tem o livre arbítrio, pode escolher em doar os carinhos quentes, os espinhos frios ou os carinhos de plástico…

Psicólogo e psicoterapeuta.

Blog: psicologiaemartigos.blogspot.com.br